Thursday, March 08, 2007

Mulher






Quero deixar em especial um grande abraço a todas a mulheres que conheço e as que não conheço, as que de alguma maneira ou outra se fizeram e fazem presente em minha vida...
Apenas um dia para comemorar é muita hipocrisia contra essas que estão a nosso lado no cotidiano na alegria na tristeza, enfim que sempre estão e estiveram ao nosso lado, e como já diziam atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher... Felicidade a todas voces e sucesso sempre!!! Baby




Texto de Lílian Maial


Nasci mulher, é fato Gameta indiscutível, Cometa irremediável, Soneto jamais escrito. Cresci menina, concordo, De pernas cruzadas, Cabelos alinhados, Pelos depilados. Vivi madura, é certo. Aprendi a traçar os olhos, A disfarçar as lágrimas, A não borrar a maquiagem. Sonhei criança, feliz. Escrevi meus passos, Acreditei nos planos, Colhi meus frutos. Provoquei emoções, faz parte. Ensinei meus truques, Repiquei batuques, Batalhei com arte. Briguei na vida, gritei. Enfoquei os problemas, Resolvi os teoremas, Me entreguei a poemas. Quebrei espelhos, de raiva. Escondi a dor, Distribuí amor, Superei o tempo. Amei demais, está em mim. Mulher sem amor não existe. Atraí desejos, por capricho, Ou não, por pura paixão. Caminhei e caí, me ergui. E não pretendo mudar. Arregacei as mangas tantas vezes, Que já nem sei desenrolar. Mas...quer saber? É uma delícia ser mulher! Não troco por nada, por ninguém. Volto assim mil vezes, se puder. E quando o véu da noite, De inveja e despeito me levar, Que o amor que distribuí, Os frutos que plantei, venham, enfim, me regar.






Proprio de mim



Espreito minha obscuridadee a deflagro intensamentenas mentiras do que sintoe logo esqueço.Porque não sou o que pareçoApenas pareço seraos olhos daquelesque pensam me conhecer. Do profundo sou o mais raso,superficial e incompleto,de mim ando cheio do descasopor não ser tão predileto. Dividir-me em tantosnão ser nenhum,causar tantos prantose ser mais um... Nada valho quando me exponho,complexidades são mais atraentes.Os tolos versos que componho,são para quem quero indiferentes. Espreito minha insignificânciae a comungo com minha insolência.Degenero meu tempo,ardo em minha intolerância.Não me desfaço nem compadeço.Não habito o lar com endereço,sou pedaço de todos aos quais aturo,sem presente, passado ou futuro...

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